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Jun 09

Algumas coisas simplismente acontecem quando menos se espera. Algumas pessoas aparecem quando menos se precisa. E o que define nosso grau de necessidade??
Um dia conheci um principezinho que teve de sair do seu planeta por medo, necessidade, e um pouco além desses sentimentos, havia a curiosidade de saber como é viver longe daquilo que se acha preciso. É horrível ser dependente, de qualquer coisa que você necessita, mas que te necessite menos,ou nem necessite. Ele sabia disso, e por isso fugiu.
Fugimos.
Dos nossos medos de dependência química, física ou emocional, da nossa necessidade de ter esses medos que nos faziam sentir vivos por alguns minutos e entorpecidos por um outro período muito maior que o primeiro.
Ainda perdido vagando num universo que não era de ninguém mas possuia tantos donos quanto uma moeda achada na rua.
Estávamos os dois, buscando novos caminhos e respostas para perguntas antigas. Conseguimos ter saudade dos velhos caminhos e perguntas novas para os mesmos rumos.
Conseguimos entender porque algumas coisas não podem ter respostas.
Conseguimos nos perder mais um pouquinho.
Sua sensibilidade não precisava de carícias, só de palavras. Ele viu o amor com olhos de inocência e respeitou todo o resto que não podia ser visto ou entendido. Esse "amor adulto", de gente grande que precisa se prender a algum lugar com alguma pessoa em determinado tempo e guardar aquilo dentro de um báu com sete cadeados sem chave, provavelmente o mataria. Morreria o menino dos olhos puros, do sorriso cálido e das perguntas sem fim. O menino que eu amei conhecer.
Uma vez me perguntaram do que mais eu sentia falta do passado, da época de menina.
- Do amor não sexual.-
Foi fácil responder, porque é do que eu ainda sinto falta. Claro, que o amor maduro tem seu conforto, na verdade ele te acomoda na rotina do "ter alguém" mesmo que você não ame esse indivíduo. Mas nada comparado ao amor da alma branca de uma criança que se satifaz com uma caminhada  de mãos dadas, com ficar no meio da chuva com boca aberta e os olhos fechados, apenas respirando vida.
 Nesses minutos o mundo parava, o tempo parava, e a eternidade prosseguia solene no barulho da chuva. Não existia desertos sentimentais, só a chuva lavando minha alma, gotejando em meus olhos com pureza translúcida.
E eu conseguia entender e sentir o amor sem envolver sofrimento nisso.
Mas isso é só porque era criança e podia brincar de ser princesa sem medo ou necessidade de um príncipe.**Eu preferia fingir que podia ler o pensamento dos outros e ficava fazendo falas na minha cabeça. Era o máximo!
Esse pequeno príncipe me ensinou muito,e eu gostaria de ter lhe dado algo, acrescentado o mínimo a sua história. Mas meu nome não é Saint-Exupéry,então eu só li a história desse menino. Só pude ler e amá-lo em silencio atrás das lentes do meu oculos.
E o que ele me ensinou, estou tentando com dificuldade por em prática. Não sei se consigo ser feliz longe (e por longe entenda-se muuuito mais distante psicologicamente do que geograficamente) do meu objeto de dependencia, mas posso tentar.

E tudo o que tenho é a vontade de seguir em frente, pela primeira vez na vida sendo amada, eu realmente quero aproveitar essa sensação de ter um alguém te amando. Não sei por quanto tempo vai durar e nem vou me preocupar com isso.
Porque agora pretendo deixar as coisas irem com o vento, sem pressa, sem medo, sem ter por que.
A curiosidade é combustível para perserverança. Ou a solidão.

 

 

 

publicado por serenaatedemais às 23:36
Precisando de : um abraço apertado.
Ouvindo: Metal Heart - Cat Power

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